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Rádio Laranja em Turilândia



Segundo o jornal Folha de São Paulo do dia 27 de março, Genivaldo Ferreira Costa (Bibico), que supostamente(Baixada Maranhense), aparece como proprietário “laranja” da repetidora no município da Rádio e TV Farol da Comunicação, avaliada em R$ 1,25 milhão.


A matéria não menciona o nome do dono de fato da rádio Farol da Educação, mas na inauguração da repetidora da emissora em Pinheiro, o ex-deputado estadual Penaldon Jorge Moreira (PSC) se apresentou como seu proprietário.


Penaldon Jorge admitiu conhecer Genivaldo Costa, mas negou que ele seja seu “laranja”. Segundo Penaldon, a rádio está em nome não só de Genivaldo, mas também de Francilda Costa, “uma empresária muito bem sucedida”, de acordo com o ex-deputado.


Genivaldo Costa é ex motorista da ambulância da prefeitura, e Francilda Costa ex vereadora e professora municipal, ambos funcionários do ex-prefeito Teodoro Gusmão Costa, que administrou a cidade por duas vezes (1997-2000 / 2001-2004).


Penaldon Jorge disse ser dono unicamente da Rádio e TV Santa Helena (de Santa Helena, igualmente na Baixada Maranhense).


Genivaldo também seria proprietário “laranja” de outras cinco rádios. Ele teria vendido uma delas ao prefeito de Vargem Grande, Miguel Rodrigues Fernandes, o “Dr. Miguel” (PMDB).


Donas de casa e até uma cabeleireira são donas de concessões milionárias


Empresas abertas em nome de laranjas são usadas frequentemente para comprar concessões de rádio e TV nas licitações públicas realizadas pelo governo federal.


Por trás dessas empresas, há especuladores, igrejas e políticos, que, por diferentes razões, ocultaram sua participação nos negócios.


Durante três meses, a reportagem analisou os casos de 91 empresas que estão entre as que obtiveram o maior número de concessões, entre 1997 e 2010. Dessas, 44 não funcionam nos endereços informados ao Ministério das Comunicações.


Entre seus "proprietários", constam, por exemplo, funcionários públicos, donas de casa,enfermeiro, entre outros trabalhadores com renda incompatível com os valores pelos quais foram fechados os negócios. A rádio de Bilac (SP), por exemplo – que foi vendida por R$ 1,89 milhão –, está registrada em nome de uma cabeleireira moradora de Itapecerica da Serra (SP).


Alguns reconheceram que emprestaram seus nomes para que os reais proprietários não figurem nos registros oficiais. Nenhum, porém, admitiu ter recebido dinheiro em troca.


Há muitas hipóteses para explicar o fato de os reais proprietários lançarem mão de laranjas em larga escala.


Camuflar a origem dos recursos usados para adquirir as concessões e ocultar a movimentação financeira é um dos principais.


As outras são evitar acusações de exploração política dos meios de comunicação e burlar a regra que impede que instituições como igrejas sejam donas de concessões.

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